Há, em meu percurso, um amor ao segredo... Ao particular... Às conquistas, duvidas e loucuras... Muitas vezes insensatas e incoerentes...Muitas vezes cruéis, dentro de um sensível amargo. Por este amor e outras particularidades, tenho esta dificuldade, de postar aqui, meu intimo reflexo.
Mais uma vez vou tentar.
Desta vez, não pretendo apagar as falhas de percurso.
Estou tentando fazer deste lugar, algo particular...
Um pedacinho muito meu.
Sendo assim, quero poder deixar passar o descaso natural, que tenho com a ortografia, aqui também.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Manhã sem concha

Pela manha, entre pequenos prazeres do despertar
Enquanto o lençol se despede trocando sonhos por saudades
Deslizo as mãos a inspirar
Estico os pés a espreguiçar

Mora na preguiça breve permitida
Aguçando prazer em meu murmúrio
A sua imagem que ágil se lança
Me toma a saudade que não te alcança

Enrosco minhas pernas
Por todo o tecido
Moldando tuas formas
Aos meus ruídos

Ainda que além
Eleve meus sentidos
Nada comporta a falta ...
Corpo e voz ao meu ouvido.

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