Há, em meu percurso, um amor ao segredo... Ao particular... Às conquistas, duvidas e loucuras... Muitas vezes insensatas e incoerentes...Muitas vezes cruéis, dentro de um sensível amargo. Por este amor e outras particularidades, tenho esta dificuldade, de postar aqui, meu intimo reflexo.
Mais uma vez vou tentar.
Desta vez, não pretendo apagar as falhas de percurso.
Estou tentando fazer deste lugar, algo particular...
Um pedacinho muito meu.
Sendo assim, quero poder deixar passar o descaso natural, que tenho com a ortografia, aqui também.

quarta-feira, 2 de março de 2011

sinto

quero o chão.

quero o canto. quero as dobras nas minhas dobras...

e de toda a sobra, nem um pranto!

Nem um manto, por sobre mim desdobra.


É o frio do concreto liso.

Um saber. Que de tão meu...ínfimo.

Que de tão vasto mundo... pó de tudo!

O sentir do vasto vivo...e assim contrasto.


Em meu vagar instintivo.

E, se, de mais razão... me gasto!


Bebo toda a sinestesia
e aguço um sentir vão.

E de tal lapso medroso,
largo-me assim rugoso.

Derreto pelas lagrimas
que ja fixaram na pele
toda a sua norma de ser ávida.


Hoje, pelo corpo sou, ser-vida,
mas não ha nada distinto!

Que me faça ser mais hino
que canção de um "Oam" corrente.

Ser mais tempo vasto
do que tempo visto.

um eu farto de espaço gera cria muito mais que o visto...
muito mais que o grito.

gero a mim por mim ... sem mito
e sem muito.

sinto.

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