Obrigada pela época de tao queridos amigos!
Inacreditável como pequenos gestos, mudam o estado de espirito, um papo sincero, ou mesmo a descrição de uma passagem particular, um universo a parte, valores sutis que quase ninguém nota... A importância que pode morar num simples cotidiano. Morado num olhar diferente, num convite a observar mais de perto as minucias.
Agradeço a todo o qualquer humanismo ou tolice amigável, a infantilidade que ainda sobrevive em alguns de nós, menos menosprezada por sarcasmos de quem não sabe admiti-la como beleza.
Gestos humanos que não cabem em posto, ou encargo. Que não cabem em statos, ou camada social... Aquele quem vem puro e vai puro. Sem quase pensar, a te convidar para um proseado sem motivo, sem rumo.
A falar dos detalhes da tarde. Como se hoje houvesse tarde, ou tempo para detalhes.Como se, num campo, a notar pássaros pousando, gado pastando, mosca zumbindo.
Grata a aqueles, que abrem a janela do meu mundo banal e sem graça, para uma dose de magia. De um mundo que antes de ser do homem, pertencia as coisas sem rumo domado.
E sem putaria, e sem social, e sem regime de traumas e circuncisões.Do que respira, do que nao eh impuro, do que não precisa ter sexo, e assim alcança fundo, sem ser nada. Sem ter pecado nem toque.
Queria sentir o mundo das ocasiões destemidas, mas sem malicia.
Convites sem dualidades.
Doce pensar em confraternizações quase que infantis! Por não temer o julgo, no nível adulto e covarde dos que se bancam homens...Que infelizmente somos todos! pouco ativos ao que mora puro, em verdade.
Porque passa pelos filtros mentirosos e costurados. Pois caminha agredido, corrompido, sozinho e difamado por ninguém alem de si.
E ninguém além de si mesmo , é mais competente para cortar os pulsos da alma e pigarra-la no instante que elege tempo... Hora, lugar, vestimenta, fala e postura... Que mora em todo e qualquer lugar , mesmos na própria verdade.A verdade intima de um único existir!
O seu!
O qual nasceu sozinho e perecerá sozinho... E por medo da solidão se faz mentira! Para morrer antes da morte.
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