Há, em meu percurso, um amor ao segredo... Ao particular... Às conquistas, duvidas e loucuras... Muitas vezes insensatas e incoerentes...Muitas vezes cruéis, dentro de um sensível amargo. Por este amor e outras particularidades, tenho esta dificuldade, de postar aqui, meu intimo reflexo.
Mais uma vez vou tentar.
Desta vez, não pretendo apagar as falhas de percurso.
Estou tentando fazer deste lugar, algo particular...
Um pedacinho muito meu.
Sendo assim, quero poder deixar passar o descaso natural, que tenho com a ortografia, aqui também.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

engrenagem

Inspiro copo cheio.

Espiro copo vazio. . .

Espiro copo cheio.

Inspiro copo vazio.

Vagando e divagando extremos, o que tenho não seria equilíbrio se não se denotasse pêndulo.

De esquerda para direita e direita para esquerda, o deslocamento é nato.

Não há pausa nem retrato, do que debocha de um momento de conforto.

Não se faz livre nem se faz morto...Não há pressa a romper.

Ata e desata nós na rapidez de mãos hábeis ao crochê.

Algo se tece a medida da linha doada.

Mas sem terço rezado.

Nem foco induzido.

As mãos trabalham em quanto o olhar vaga, mas o corpo paga, e as mãos consolam.

Não há medo do caminho por quem tem cede de colher e cores para doar.

Tece...

Que o caminho é calejar para mentiras e o que sobrar é o que suspira.

Respira?

Respiro...

Copo cheio...Copo vazio...

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