Meu ano começou assim...
Um mergulho silencioso no mar na noite de carnaval. Maravilhoso!
Natureza e céu unidos como um grande infinito, e ao meu movimento, o mar me permitiu deixar reger as estrelas.
Me cercou de plâncton em luz. Me convidou a toda sua imensidão. A me convidar para um respiro mais profundo, mas exposto. E como se a ânsia de mergulhar naquele negrume infinito fosse a profecia da tempestade interna que emergiu de mim este ano.
Passou com uma ideia enorme de tempo perdido, de fome e sede de novo. E de correias entrevadas, enferrujadas... Sucatas!
Um ano de sucatas emergidas pela grande enxurrada de verdades sem filtro. Verdades minhas desta vez! Ninguem para culpar, ou apontar os dedos. E fui me pendurando me agarrando pelas frestas, pelas grades dos outros para nao me deixar levar. Querendo invadir as frestas, caber em outros mundos, na correnteza que me desafiou, impiedosa, o ano todo.
Só eu vi! Era só minha! Era eu o lixo que queria dispensar...Mas e também era eu aquele mar, aquela imensidão e muito da noite que me queria dia.
Talvez tenha me oferecido o plancton como convite!
"Aprenda a reger a luz q ativa a tua volta com teu movimento mais simples e se expande a medida que coloca enfase". Devia ter sido esta a voz que não soube escutar.
E quis mar o ano todo, que pela primeira vez me deixou de castigo no concreto.
Ano duro, seco, cinza, pouco sol e muito frio.
E quis demais, uma forma de me lavar!
Semana passada me senti chover por dentro.
Como se a chuva fosse tinta.
Como se meu céu desaguasse, seu nanquim e minhas cores desbotassem em algo mais claro.
Mais luminoso.
Mais verdadeiro...
Como se cada gota mergulhasse comigo, como parte do mesmo.
E assim, sem querer aquarelei parte de tudo.
Chovendo para fora as cores que a tempestade trazia dentro...
E assim. Assim mesmo, foi que lancei meu pedido!
Com a mesma magia da vida que se guia sozinha o céu desceu para me presentear.
Tréguas de fim de fim de ciclo...
Banhada pelo céu que assumiu peso em meu corpo, a medida que mergulhou em mim.
Gota a gota a mensagem de minha reciproca imensidão.
Fechou! Abriu passagem.
Virou a chave!
Me venci.
Há, em meu percurso, um amor ao segredo... Ao particular... Às conquistas, duvidas e loucuras... Muitas vezes insensatas e incoerentes...Muitas vezes cruéis, dentro de um sensível amargo. Por este amor e outras particularidades, tenho esta dificuldade, de postar aqui, meu intimo reflexo.
Mais uma vez vou tentar.
Desta vez, não pretendo apagar as falhas de percurso.
Estou tentando fazer deste lugar, algo particular...
Um pedacinho muito meu.
Sendo assim, quero poder deixar passar o descaso natural, que tenho com a ortografia, aqui também.
Mais uma vez vou tentar.
Desta vez, não pretendo apagar as falhas de percurso.
Estou tentando fazer deste lugar, algo particular...
Um pedacinho muito meu.
Sendo assim, quero poder deixar passar o descaso natural, que tenho com a ortografia, aqui também.
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