Há, em meu percurso, um amor ao segredo... Ao particular... Às conquistas, duvidas e loucuras... Muitas vezes insensatas e incoerentes...Muitas vezes cruéis, dentro de um sensível amargo. Por este amor e outras particularidades, tenho esta dificuldade, de postar aqui, meu intimo reflexo.
Mais uma vez vou tentar.
Desta vez, não pretendo apagar as falhas de percurso.
Estou tentando fazer deste lugar, algo particular...
Um pedacinho muito meu.
Sendo assim, quero poder deixar passar o descaso natural, que tenho com a ortografia, aqui também.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

...silencio de fora, ruido de dentro...ruido de fora, silencio de dentro...ouvido interno do mar de fora...

Caminha comigo, eu e o mar de agora...
Ressaca de umbigo, ao meu som devora.

Silencio contido, invadido pela voltas

Ondas revoltas...
Revolvem soltas...
Ecoam minha demora.

Silencio divagado,
devagar, e alternado...

Cada passo e cada onda, pede dobrado.

Perde o domínio...
A cada concha virada, toma-me uma pegada.

A cada marca apagada, uma dor desmaiada...
Um silencio somado, oceano cedido...
Meu mergulho gerido.

E as notas do mundo ao pé do ouvido.


( insirada na foto : http://www.culturainquieta.com/es/fotografia/item/220-david-hamilton )

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